Eu fui um trouxa, sabe quando você se olha no espelho e percebe que mais nada é relevante, pois é, me senti daquela forma naquele dia.
lá estava eu, sentado no sofá me olhando no reflexo da televisão e tentando entender tudo o que aconteceu.
1 de maio de 2004, Sábado e como todo final de semana meus pais levavam meu irmão e eu para visitar a família, acordávamos cedo por volta das 6 horas, levantava com um sono terrível, mas não tinha desculpas tinha que ir ou ir, sem opção de escolhas.
Eu nunca conseguia me adaptar a viagens longas que me dava enjoo então eu tomava remedio para não passar mal, logo após comia algo para não ir de estomago vazio, por volta das 6:30 todo mundo tinha que estar pronto, também não era uma opção, era uma ordem, meus pais sempre foram bem severos, meu pai um homem alto, moreno, cabelos escuros e olhares severos se contrariasse ele era como ofender a pátria, morte!
ok, talvez morte não, mas ele sempre punha respeito com sua voz grave e seu poder de fazer meu corpo andar o mais rápido para dentro do carro quando estava próximo a hora de partir, eu entrava no carro com o meu travesseiro até porque meu sono até a chegada não me abandonava, então fechava a porta e encostava o travesseiro na janela para voltar a dormir,
Eu nunca conseguia me adaptar a viagens longas que me dava enjoo então eu tomava remedio para não passar mal, logo após comia algo para não ir de estomago vazio, por volta das 6:30 todo mundo tinha que estar pronto, também não era uma opção, era uma ordem, meus pais sempre foram bem severos, meu pai um homem alto, moreno, cabelos escuros e olhares severos se contrariasse ele era como ofender a pátria, morte!
ok, talvez morte não, mas ele sempre punha respeito com sua voz grave e seu poder de fazer meu corpo andar o mais rápido para dentro do carro quando estava próximo a hora de partir, eu entrava no carro com o meu travesseiro até porque meu sono até a chegada não me abandonava, então fechava a porta e encostava o travesseiro na janela para voltar a dormir,
Enquanto todo mundo estava entrando no carro, fiquei olhando meus pais, minha mãe, uma mulher branca de cabelos longos, olhos doces e sorrisos suaves, seu jeito carinhoso de ser, seu jeito mulher de falar, ela sempre foi mais durona que meu pai, mas era a primeira a me abraçar com um beijo de bom dia, ela sempre sentava no banco a frente e meu pai sempre dirigia, ela nunca pegou o carro para dirigir, talvez tinha medo de entrar na rodovia e sofrer um acidente ou confiava na experiencia do meu pai de que nunca tinha sofrido um acidente de carro, nunca soube ao certo o motivo ou não lembro se realmente tinha um.
Ao meu lado ficava meu irmão, calado como sempre e nunca conversava direito, eu sempre fazia as coisas para ele, pegar doces de festas, refrigerante entre outras coisas, sua timidez me fez ser diferente dele, ser para frente, eu nunca liguei de ir a trás da curiosidade já ele...a preguiça dominava. Ele sempre entrava no carro com seu travesseiro, fechava a porta e dormia, mal conversava durante a viagem, já eu? Ficava acordado até o sono me pegar, enquanto isso ficava olhando para os meus pais e os via sempre planejando as coisas, então vinha em minha mente como eles adoravam planejar e admirava porque eles sempre criavam algo em conjunto, era de dar inveja, até porque eles se conheceram com 15 anos e estão juntos até hoje e era de dar orgulho, era um sonho. que queria sonhar também a ideia de achar alguém, mas quem iria me levar a serio? ou quem iria pensar em ter algo serio? mas sabia que iria encontrar, até porque esse era o meu desejo, então com sempre viajava sorrindo e acabava dormindo me imaginando um dia viajar com alguém. .
A viagem era longa, minha família morava no interior de São Paulo, mas quando chegava era só alegria, ao chegar perto sentia a estrada de barro me acordando, aqueles buracos no qual o carro passava me faziam acordar e saber que estava chegando, animado olhando para o vidro e ansioso para ver meus avós era um desejo sem fim, ao se aproximar via minha avó em frente a sua casa me esperando, ao nós ver dava um sorriso e abanava o braço, então meu pai parava o carro e eu descia em direção a minha avo que já me recebia com os braços abertos e um sorriso no rosto, uma pessoa simples, mas com um coração sem fim, o amor dela era tao grande que você sentia no abraço e no sorriso.
Minha família nunca teve dinheiro em abundancia, mas a minha avó tinha as melhores mãos do mundo, uma senhora de 50 anos, magra, morena clara, sua pele mostrava o tempo do qual passou, seu sorriso mostrava seu grande coração, minha avó descobriu que tinha diabetes após o falecimento de seu pai, mas isso não a deteve de continuar fazendo o que ela fazia de melhor, doce, cada pão caseiro que ela fazia levava um cheiro maravilhoso e quando todo mundo se reunia era a coisa mais gostosa do mundo.
Eu sempre fui o neto cacula, bom, entre os meninos, claro! Porque entre as meninas eu tinha um prima que era dois anos mais nova do que eu, Paola é seu nome e era com ela quem eu brincava sem parar, elétricos, falantes, vivianos aprontando, vivianos nos divertindo, inventando moda e criando sempre algo novo para se fazer, quando não era os doces que tentávamos imitar era os ímãs que tentávamos vender pela pequena cidade que minha avó morava.
Eu tenho mais 3 primos, mas como a idade não batia muito a gente nunca brincava junto e quando brincávamos eu era sempre o "café com leite" ou o que sempre ficava esperando para brincar, mas não ligava para isso,,ligava em querer sempre ter algo para fazer e como cidade do interior nunca tem nada, ai mesmo que a criatividade se expandia e a imaginação criava.
Minha família por parte de pai sempre foi bem unida, quando dava final de semana a gente se juntava e fazia um churrasco, comia cana de açúcar e os doces da minha avó, tomava suco de limão e refrigerante. A casa da minha avó sempre foi simples, mas recebia todo mundo, uma garagem enorme, aberta, com muro baixo de pedras e varias arvores, plantas, canas de açúcar, limoeiro e pimenteira.
Então ficávamos o dia todo de sábado, brincando, comendo e rindo, as vezes eu parava na e ficava olhando aquela mesa grande, cheia de gente, todo mundo sentado sorrindo, conversando, e admirando cada segundo que passava.
Ao chegar a noite ficava meus primos e minha avó em um quarto, todo mundo dormindo em sua cama e colchão, os mais novos nas camas e os mais velhos no chão. estava todo mundo dormindo, estava calor e não conseguia dormir, minha avó até tinha um ventilador, mas era pequeno, mal dava para sentir o vento que ele fazia, então minha avó que estava deitada ao meu lado se virou, olhou para mim e disse " filho durma, feche os olhos e sinta o vento vindo". fechando seus olhos.
Olhei para ela, sorri e fechei os meus olhos, tentei sentir o vento que vinha em minha direção, até pegar no sono.
2 de maio de 2014
No domingo era aquela almoço e depois pegávamos a estrada as 14 horas para voltar para casa, ao chegar em casa por volta das 19 horas corria para o meu quarto, colocava o travesseiro na cama e ia para a sala ver televisão, meu irmão ia para a sala também e meus pais iam para a cozinha preparar algo para comer, muitas vezes era pipoca ou algo para comer enquanto via filme e depois, cama, não tínhamos muita coisa para fazer nos domingos, a não ser quando chovia, nossa programação era totalmente outra. No quarto da minha mãe tinha uma sacada que dava para ver as montanhas de longe, então ficava todo mundo sentado no canto da cama, olhando para os raios que caiam, era a coisa mais linda, ver como a natureza se comportava e era aconchegante com o abraço da minha mãe em volta de mim.
Então ficávamos o dia todo de sábado, brincando, comendo e rindo, as vezes eu parava na e ficava olhando aquela mesa grande, cheia de gente, todo mundo sentado sorrindo, conversando, e admirando cada segundo que passava.
Ao chegar a noite ficava meus primos e minha avó em um quarto, todo mundo dormindo em sua cama e colchão, os mais novos nas camas e os mais velhos no chão. estava todo mundo dormindo, estava calor e não conseguia dormir, minha avó até tinha um ventilador, mas era pequeno, mal dava para sentir o vento que ele fazia, então minha avó que estava deitada ao meu lado se virou, olhou para mim e disse " filho durma, feche os olhos e sinta o vento vindo". fechando seus olhos.
Olhei para ela, sorri e fechei os meus olhos, tentei sentir o vento que vinha em minha direção, até pegar no sono.
2 de maio de 2014
No domingo era aquela almoço e depois pegávamos a estrada as 14 horas para voltar para casa, ao chegar em casa por volta das 19 horas corria para o meu quarto, colocava o travesseiro na cama e ia para a sala ver televisão, meu irmão ia para a sala também e meus pais iam para a cozinha preparar algo para comer, muitas vezes era pipoca ou algo para comer enquanto via filme e depois, cama, não tínhamos muita coisa para fazer nos domingos, a não ser quando chovia, nossa programação era totalmente outra. No quarto da minha mãe tinha uma sacada que dava para ver as montanhas de longe, então ficava todo mundo sentado no canto da cama, olhando para os raios que caiam, era a coisa mais linda, ver como a natureza se comportava e era aconchegante com o abraço da minha mãe em volta de mim.
3 de maio de 2014
Segunda sempre foi o dia mais cansativo, acredito que por ter que acordar cedo, 6 horas da manhã eu acordava, tomava banho, escovava os dentes e depois ia tomar café da manhã.
Minha casa era grande tinha 3 quartos com um banheiro cada, saindo do meu quarto dava de encontro com o quarto do meu irmão e ao lado direito o quarto da minha mãe e ao lado do quarto dela tinha a sala de televisão, entre meu quarto e a sala de televisão tinha um corredor que tinha uma porta que dava para o andar de baixo, outra com um banheiro mais usado para as visitas e uma cozinha com uma mesa rosa redonda de madeira aonde fazíamos as refeições rápidas, a sala de visita aonde tinha sofá para os meus pais conversar enquanto ficava na sala de tv. que seguindo dava para a copa aonde tinha mesa de jantar grande onde só tinha refeições nela quando a família vinha nos visitar.
Então eu ia até a cozinha, me sentava na mesa, comia pão e tomava um achocolatado, depois ia ao banheiro para escovar os dentes e saia de casa para me encontrar com a Ana minha vizinha e juntos íamos para o ponto de ônibus.
Então eu ia até a cozinha, me sentava na mesa, comia pão e tomava um achocolatado, depois ia ao banheiro para escovar os dentes e saia de casa para me encontrar com a Ana minha vizinha e juntos íamos para o ponto de ônibus.
O ponto de ônibus era no final da nossa rua e sempre era o ônibus da escola que passava para nos buscar. Ana e eu estudávamos na mesma classe e passávamos o dia todo juntos, até no intervalo andávamos juntos, sentávamos na calçada em frente a sala e lanchávamos juntos, alguns achavam que a gente tínhamos um caso, mas não olhava com estes olhos, olhava como uma amiga, uma irmã.
Após voltar da escola eu corria para casa, trocava de roupa e corria para a rua para jogar bola com os meninos da rua de trás, toda segunda feira era bola e pipa.
Após voltar da escola eu corria para casa, trocava de roupa e corria para a rua para jogar bola com os meninos da rua de trás, toda segunda feira era bola e pipa.
Nesse dia a casa do Sr. Theodoro estava de mudança, era uma casa muito bonita, e ficava duas casas depois da minha, então ao sair da minha casa, vi que tinha um caminhão em frente a casa dele, homens saindo com varias caixas para dentro da casa, fui até a frente da casa aonde o portão estava aberto e fiquei na calçada vendo eles entrando na casa com caixas e mais caixas.
Entre essas entradas e saídas saiu uma mulher pela porta da frente, uma mulher branca, alta, cabelos morenos, olhos verdes escuros de calça jeans e uma camiseta de cor escura, ela olhou para mim e se aproximou:
- Qual o seu nome? - perguntou ela se curvando em minha direção com um sorriso no rosto.
- André Senhora. - Respondi com a minha bola na mão e a outra sem saber aonde colocar, com vergonha de ter ido até lá sem ser convidado.
- Prazer André, Me chamo Juliana, você deve morar por aqui certo?
Com vergonha no rosto, acenei com a cabeça em sinal de sim e apontei aonde era a minha casa, então ela se levantou e olhou para a direção e complementou sem tirar o sorrido do rosto:
- Nossa, sua casa é muito linda.
- Sim, é sim, obrigado respondi.
No meio da conversa a porta da sala aparece um garoto. um pouco mais alto do que eu. moreno claro, olhos castanhos claros, cabelo arrepiado para frente, de bermuda e camiseta branca, ele veio em direção a mulher me olhando, ela olhou para o garoto, colocou a mão sobre seu ombro e disse sorrido.
- Olha Jonas esse é o André seu novo vizinho.
Ele estendeu a mão em forma de comprimento, fiquei olhando para o olhos dele, não sabia o que fazer, não sabia nem o que dizer, apenas estendi a minha mão, apertei e o cumprimentei .
Então ele deu um sorriso olhando para mim fixamente e sem soltar a minha mão me disse:
- Olá.